Marigarida.


Não fosse isso e era menos. Não fosse tanto e era quase.


Diário de um Bonsai


Redações

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Reflexão inválida

cronistaamadora:

“Alguém disse uma vez que na hora em que se pára para pensar se gosta de alguém, já se deixou de gostar da pessoa para sempre.”

- ZAFÓN, Carlos Ruiz. A Sombra do Vento.

Cronista Amadora: Ironias da vida →

cronistaamadora:

“Na minha família sempre tivemos metabolismo acelerado. Jesusa, minha irmã, que Deus a tenha, era capaz de comer uma omelete de linguiça e alho de seis ovos no meio da tarde e depois devorar com avidez o jantar. Chamavam-na de Figadozinhos porque tinha mau hálito. Pobrezinha. Parecia-se muito…

Source: yagazieemezi

Não tínhamos, propriamente, amor pela vida, mas, ainda assim, queríamos viver.
BUKOWSKI, Charles. Ao sul de lugar nenhum.   (via adapte-me)

Source: ovelhosafado

É preciso força pra sonhar e perceber que a estrada vai além do que se vê.
Los Hermanos.  (via desenvolvida)

Source: vida-para-minha-vida

Source: hermanodependencia

Seres humanos e dinheiro , um novo sistema de escravidão?

    Percebe-se  na sociedade humana a inversão de virtudes,  em que  o ser é ofuscado pelo ter. O humanismo deixou de ser o paradigma de calibragem social, devido à maior valorização do individualismo. Pessoas voltaram suas atenções, principalmente após a revolução industrial, ao acumulo de capital, ideia disseminada tanto pela mídia quanto pelo Estado.

   Com o surgimento das indústrias, os bens de consumo passaram a ser produzidos em maiores quantidades. Necessitando com isto padronizar os modos sociais para a obtenção de consumidores que crescessem de acordo com os produtos. Estipulou-se a jornada diária de trabalho que é paga por dinheiro e este é revertido em bens materiais. Com isso o acumulo de capital torna-se o principal objetivo dos seres humanos.

    É através da obtenção de produtos que pessoas atingem o status social, grande parte dos produtos vendidos não tem como objetivo atender as necessidades básicas daqueles que os compram, e sim  determinar a influência social do consumidor. Disseminadores desta lógica social e econômica , o Estado  deixa a economia e a população por conta somente das empresas. A mídia , escrava do mercado, reproduz estereótipos sociais que ingerem nos telespectadores de todo o Globo apenas as virtudes produzidas pelo capitalismo, em que o ter é o fator único e dominante. 

    A desigualdade social é um problema que o sistema vigente gerou, indivíduos são postos em situações degradantes pelas ruas, em lixões etc. Estes são  esquecidos pelo poder Estatal e apagados pela mídia, devido ao fato de não terem poder monetário, porém são seres humanos que merecem vida digna.

    Entre o ser e o ter encontra-se a felicidade, que está  no equilíbrio entre as necessidades básicas e a  quebra do individualismo. Em um sistema capitalista o dinheiro é necessário para a sobrevivência, mas não deve ser posto como  fator dominante para alcançar uma vida feliz  ,  deve adquirir o posto de escravo das necessidades básicas humanas.

   Para que se atinja o ponto de equilíbrio, é necessário que o humanismo esteja  como fator determinante nos indivíduos, deixando ao dinheiro a função de atender necessidades básicas, 

como alimentação. A valorização dos seres humanos deve ser disseminada pelas famílias, pelas escolas e também pela mídia, gerando assim uma sociedade humana que não age conforme uma maquina e sim  com respeito ao próximo. 

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Talvez o mundo não seja pequeno (Cale-se!)
Nem seja a vida um fato consumado (Cale-se!)
Quero inventar o meu próprio pecado (Cale-se!)
Quero morrer do meu próprio veneno (Pai! Cale-se!)
Quero perder de vez tua cabeça! (Cale-se!)
Minha cabeça perder teu juízo. (Cale-se!)
Quero cheirar fumaça de óleo diesel (Cale-se!)
Me embriagar até que alguém me esqueça (Cale-se!)

CHICO BUARQUE & MILTON NASCIMENTO - O QUE SERÁ (1976) →

Nada sou, nada posso, nada sigo.
Trago, por ilusão, meu ser comigo.
Não compreendo compreender, nem sei
Se hei de ser, sendo nada, o que serei.

Fora disto, que é nada, sob o azul
Do lato céu um vento vão do sul
Acorda-me e estremece no verdor.
Ter razão, ter vitória, ter amor.

Murcharam na haste morta da ilusão.
Sonhar é nada e não saber é vão.
Dorme na sombra, incerto coração.
— Fernando Pessoa   (via indubio)

Source: naofedenemcheira